eólicas marinhas

Entenda o que é a energia eólica offshore, como ela funciona e por que o Brasil é um dos países com maior potencial do mundo.

Uma nova fronteira energética

Há um forte senso de oportunidade para o Brasil no desenvolvimento da eólica offshore. O país possui um diferencial competitivo relevante: abundância de recursos naturais (vento). Ao mesmo tempo, outros países já estão avançando e disputando investimentos nesse setor — o que aumenta o risco de o Brasil perder uma chance de desenvolvimento de uma nova indústria no país.

A demanda global e nacional por energia está em forte expansão, impulsionada por: crescimento de data centers, hidrogênio verde e processos industriais mais intensivos em energia. Essa demanda adicional só poderá ser atendida se os projetos começarem a ser estruturados agora, dado o longo ciclo de maturação da eólica offshore.

A atuação coordenada entre governo e mercado será decisiva para atrair investimentos, garantir competitividade internacional, atender à crescente demanda energética e promover avanços regulatórios.

A lei de eólica offshore foi sancionada em janeiro de 2025, após cerca de 4 anos de elaboração e tramitação. O objetivo principal é estabelecer regras para a cessão de áreas marítimas para projetos. O foco agora está na regulamentação da lei, etapa essencial para destravar os projetos, garantir segurança jurídica e atrais as empresas investidoras no setor.

Entenda a Tecnologia

O que é Eólica Offshore?

Energia eólica offshore é gerada por aerogeradores instalados no mar, onde os ventos são mais fortes e constantes, resultando em maior eficiência na produção de eletricidade.

Como Funciona?

Turbinas de grande porte são fixadas no leito marinho ou em plataformas flutuantes. A energia gerada é transmitida por cabos submarinos até a rede elétrica terrestre.

Potencial Brasileiro

O Brasil possui mais de 700 GW de potencial eólico offshore, com condições excepcionais de vento nas regiões Nordeste e Sul, além de uma extensa plataforma continental.

Infraestrutura & Logística

O desenvolvimento do setor depende de portos adequados, embarcações especializadas e uma cadeia de suprimentos local para fabricação e manutenção das turbinas.

Perguntas Frequentes

Respostas para as dúvidas mais comuns sobre eólica offshore.

A eólica onshore utiliza turbinas instaladas em terra, enquanto a offshore as instala no mar. A principal vantagem da offshore é a disponibilidade de ventos mais fortes e constantes, resultando em fatores de capacidade de até 80%, contra 30-40% em terra. Em contrapartida, os custos de instalação e manutenção são maiores.

 

Os principais impactos incluem ruído durante a construção, risco de colisão para aves e alterações no leito marinho. No entanto, técnicas de mitigação avançadas e estudos de impacto rigorosos minimizam esses efeitos. Estudos internacionais mostram que parques eólicos podem funcionar como recifes artificiais, aumentando a biodiversidade local.

 

Com o avanço do marco regulatório e os projetos em fase de licenciamento, a expectativa é que os primeiros parques eólicos offshore brasileiros entrem em operação entre 2030 e 2032. Atualmente, mais de 50 projetos estão em análise no IBAMA.

 

O licenciamento envolve três fases: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). É necessário apresentar EIA/RIMA ao IBAMA, obter cessão de uso do espaço marítimo junto à Marinha e atender requisitos de consulta pública e compensação ambiental.

 

A eólica offshore tem o maior fator de capacidade entre as renováveis (até 80%), gerando energia de forma mais constante e previsível. Comparada à solar (25%) e eólica onshore (35%), oferece maior densidade energética e complementaridade com as demais fontes, contribuindo para a estabilidade do sistema elétrico.